domingo, 23 de setembro de 2012

Sonho

Ouçam e leiam: Adormeço por momentos, e vejo-me num sítio, com uma visão no cimo de uma rua. Olho atentamente em redor e vejo o sofrimento nas ruas. Estão desérticas, inabitáveis, para onde foi toda a gente? Sabendo que algo se passava, foi-me dado um dom, e uma maravilhosa recompensa. “23.09.2012 São 5:30 da madrugada, porém, esta visão deixa-me preocupado. O meu ser, sobressai-se e vejo-me a caminhar no meio da rua. (camisola branca com umas letras escritas e umas calças de ganga azuis) Imaginem uma rua com uma estrada larga, onde se estaciona carros dos dois lados e ainda passam outros dois pelo meio. Fez-me lembrar um tipo de rua que nunca tinha visto. Parecia uma daquelas ruas típicas de grandes cidades, com passeios em ambos os lados e, só via apartamentos grandes e destruídos, Mas não sei onde estou, apenas sei que nada sei, nem sei bem como se seguiu. Caminhei avante pela rua fora, mas como parecia que o tempo tinha sido invadido por um grande vulcão vermelho. Aquelas cinzas pairavam, parecia que estávamos sendo sedimentados aos poucos. Bem, parecia que estávamos não, mas talvez parecia que eu estava. 6:00 Apos uma longa caminhada, e de ver carros a não funcionar, saberia que deveria haver algo por perto. Era aí que eu encontrava uma casa, no meio de tantas mansões. Bato á porta, e ela abre-se, ninguém a precisou de abrir, eu próprio a consegui abrir, já foram muitas portas abertas… Lá entro e vejo uma espécie de bar? Um antigo café? Dou-me de frente com um jovem com os 20 anos. Estava com uma cerveja na mão, bem como para aí 30 outras pessoas jovens. 6:05 Falo com ele e lembro-me de todos eles estarem despreocupados como se não soubessem o que se estava a passar. Também nem eu próprio o sabia. Ele encosta-se a uma parede e começam a falar e a rir, e aquilo contagiou-me, ver alguma racionalização depois do que tinha visto. Começo a despertar o meu cómico, lembro-me de dizer-lhe “só de tocar em ti, faz-me sentir que estou bêbado.” Todos riam-se, e eu, apoiei-me com a minha mão direita em algo com uma forma redonda, parecia uma cabeça de algum miúdo pequeno, mas, para animar um pouco, largo-o e caio e todos começam a rir. Então, comecei a caminhar em direção ao bilhar, e lembro de ver um sujeito deitado que me respondia enquanto eu lhe dizia se estava bem, que queres, com um ar zonzo. 6:10 Ainda me intrigava o que via lá fora, por isso pedi ajuda a uma pessoa que bebia água. “ Quando chegar a nossa altura, se calhar desse lado estará a felicidade mais pura.” Comecei a temer o pior. 6:15 A porta do bar abre-se, eu não a queria abrir, nem ninguém de dentro a abriu, quem a terá aberto? Olho um pouco mais, e vejo-me com uma camisa branca justa, com umas calças pretas formais. Olho em direção á porta, e uma tempestade de luz invade-me os olhos durante dois ou três segundos. Depois, começo a ir em direção ao exterior e quando piso cá fora, sinto um jardim. Em redor haviam casas terreiras, com bons jardins mas o que espantava era o tempo, Estava a nevar, não nevava muito, mas no entanto o chão estava todo coberto de neve, bem como algumas árvores em que só se via ramos e neve. O estranho era que eu não sentia frio. Eu olho para ambos as direções e na minha esquerda no final da rua, vejo o resto do caminho normalmente. Também olho para a direita, mas nem sequer o final da rua via. Então olhei em frente, e vejo um anjo? Uma coisa inexplicável? Inexplicável era decerto, mas era a mais bela rapariga que já tinha visto. 6:20 O tempo passa rápido, sinto o coração a acelerar, e não sabia por onde ir e por instinto, pego naquela beleza, e começo a ir pela minha direita. 6:21 Pego nela com um braço pelas costas e outro pelas pernas, ela sentava-se no meu braço direito com as pernas cruzadas nas minhas costas, nunca mais lhe vi a cara. Apenas reparei nas suas características calças azuis claras de ganga - deu-me a sensação que já tinha visto muitas vezes alguém com aquela roupa, mas não da mesma forma - Mas não a precisava de a ver nos olhos, ela estava ali, e com uma imensa vontade, começo a correr, deixando um rasto de luz e energia de cor azul clara e branca e talvez um pouco de amarelo. A velocidade que corria era alucinante, não fazia sentido estar a correr naquela direção e tudo isto muito rápido. Também aconteceu que o meu coração era invadido por ela, mas desatei a chorar por não a poder ver, mesmo ao colo. Mas chorava de cara bem rebaixada para ela não ver. Mas via que ela conseguia ver o meu rasto de lágrimas, rios delas. 6:22 Depois de um minuto a uma velocidade incrível, paro de chorar, e olhando para a frente, vejo que a estrada estava cortada, isto é, não havia estrada Talvez por certeza da impossibilidade, vou em direção a esse precipício, dou um salto bem grande, e toda aquela velocidade passou a uma incrível lentidão. 6:23 Estando no ar, o meu coração é arrancado. E dele, ainda vivo, vejo-o a disparar luz em todas as direções. Eu pensava se a morte era o fim ou um novo amanhecer, se fosse começar outra vez, então já poderia morrer. De repente desato a chorar outra vez, criando um lago por baixo de nossos pés, onde pudéssemos aterrar. É ai que tenho a visão longínqua daquela zona, no alto, ponho-me a olhar para aquele sítio e, vejo uma enorme explosão de alegria, de felicidade e de amor! Quem diz que isto é abstrato? Está ali! E ali e só para ti, pronto a morrer por ti, a ajudar-te, ainda que não te possa ver. Como o essencial é tão invisível aos olhos e de que maneira. Mas quanto mais olhava, quanto mais tentava perceber, quanto mais conseguia aprender o que estava ali, mais me apercebia que nada sabia, mas, quem, sabe, o comece a entender. Decerto que irá ser difícil tu amares-me, mas pelo menos, tenho os amigos e melhores amigos, talvez abra um lugar para ti nos amigos eternos. Isto sim é a minha verdadeira recompensa. Ser capaz de de ajudar. 6:30 A música com violinos, violoncelos, contrabaixos, piano, deixa de tocar. Nem isso sei explicar. E acordo, vejo que o homem é feito de sonhos, e de sonhos aprende o homem. Dizem que as pessoas usam 10% do cérebro, mas nem todas usam os 10 corretos.” By João oliveira